Hoje, mais do que nunca, será difícil viver sem as tecnologias. Pareciam fazer parte de um futuro longínquo, mas rapidamente começaram a fazer parte do quotidiano da sociedade e, logicamente, da escola, apesar das resistências que paulatinamente vão sendo vencidas, caso contrário, não estaríamos aqui a partilhar as nossas experiências e boas práticas em prol de uma aprendizagem mais ativa e inovadora.

A pandemia, que infelizmente assolou o mundo, o país, a escola, acelerou a necessidade dos professores se adaptarem rapidamente a um cenário profissional diferente e novo. Ou seja, fê-los refletir e ajustar a sua prática docente e termos como “E@D”; “comunicações/aulas síncronas/assíncronas”, “webinares” e “videoconferência” entraram no seu vocabulário.

Depois deste esforço hercúleo não se pode recuar, a escola não pode retroceder. A busca frenética, mas salutar de encontrar novas formas de ensinar, fizeram os professores olhar para as ferramentas digitais como uma poção mágica para fazer ilusionismo na sala de aula. E de facto, houve ilusionismo!  A preocupação de muitos professores para “aprender” num espírito colaborativo e de partilha, levou-os a entrar com mais convicção no mundo digital, tendo como aliados a sua vontade, a sua criatividade e a partilha de ideias e de projetos.

Assim, se começou a trilhar um caminho mais colorido e atrativo para a aprendizagem dos alunos. Sem dúvida que as ferramentas digitais são agora imprescindíveis na atividade docente e devem ser encaradas como auxiliares e geradoras de novas relações com a informação, com o saber e com o conhecimento de forma a implementar metodologias centradas no aluno que o leve ao desenvolvimento de competências diversificadas como:

a colaboração;

     a reflexão crítica;

          a autonomia;

               a capacidade de tomar decisões;

                   a criatividade;

                       a comunicação e liderança;

                          a gestão do tempo;

                              a tecnologia digital…

Pode dizer-se então que entramos numa nova era onde o conhecimento se constrói baseado em redes cada vez mais complexas de comunicação digital e que vai pedir uma mudança do sistema educativo na forma de interligar formação, tecnologia, pedagogia, conteúdos, organização e planificação do processo de aprendizagem com inovação de metodologias e de estratégias ativas que tornem o aluno responsável e construtor do seu conhecimento.

A sociedade atual jamais pode virar as costas à tecnologia. Vive-se um tempo de metamorfoses constantes e rápidas que se torna quase impossível de acompanhar a (r)evolução tecnológica.

AUTOR

Ulisses José Pimentel da Mota

Licenciatura em Humanidades pela Universidade Católica (Braga) e Pós-Graduação em Administração Escolar pela Universidade do Minho (Braga)

Sou um professor aprendente que nunca se cansa de aprender. Sou também um apaixonado pelo que faço e o meu maior desafio tem sido procurar, através das ferramentas digitais, implementar metodologias ativas, centradas nos alunos, procurando a inovação na sala de aula de forma a “engajar” os alunos na construção das suas aprendizagens, permitindo que eles desenvolvam as suas competências.

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