Participo de um grupo de leitura, chamado Kick Off Digital, formado por ex-alunos do curso de Design Instrucional da prática, em que uma vez por mês (já tivemos 3 encontros) lemos e discutimos as ideias de algum livro indicado por um dos participantes.

O último livro, fui até que indiquei. Apesar de ainda não ter lido, queria estudar e entender melhor o “Guia de sobrevivência da educação inovadora” do Caio Dib. Recebi a indicação durante um dos webinários do Educações em rede, “Educadores produtores de conteúdo para a internet”, de um dos nossos convidados Murilo Barbosa.

Assista:

O grupo topou e foi ótimo! E sabe o que foi ainda mais legal? No dia do nosso encontro o autor, Caio Dib, também participou e foi muito solícito.

Conhecer sobre a educação inovadora perseguida por Caio é adentrar dentro de um Brasil que apresenta ideias fantásticas para sair do comum e abraçar a comunidade.

Sabemos que os processos não são simples, e isto nos é alertado no prefácio, produzido por Priscila Cruz (Movimento Todos pela Educaçao). Para que tenhamos uma educação inovadora de fato é preciso maior coerência das políticas públicas, estratégias bem definidas de gestão e governança. Além de: uma agenda básica com a demandas atuais na construção de políticas, valorização dos professores, iniciativas e projetos inspiradores e que a prioridade do país seja a educação.

Sabendo das enormes dificuldades, o que Caio quer saber é: como as ideias inovadoras se mantem vivas? Ou se forma mais objetiva, procurou saber como garantir a sobrevivência do projeto inovador.

Para além dessa obra, Caio publicou os relatos de sua imersão pelo Brasil em uma viagem realizada por 9 meses para mapear, divulgar e fortalecer as iniciativas inovadoras do país, intitulada “Caindo no Brasil”. Você encontra aqui. E também pode assistir ao TED que ele conta mais da experiência.

Tá, mas o que motivou a escrever o artigo sobre esse livro e contar essas coisas todas?

Primeiro foi por que a obra foi bastante reveladoras nas experiências relatadas e no que de fato se entende por educação inovadora. E algumas lições e indicações manter os projetos inovadoras:

Conhecer a sua turma – conhecer como professores e alunos se sentem (aqui o Design Thinking para criar práticas disruptivas de educação). Este é um exercício de empatia, de ouvir o outro, perceber as ideiais.

Os projetos precisam ter objetivos bem definidos, base teórica bem estruturada, olhar para a realidade local, e é essencial que toda a escola esteja envolvida. Se baseia no aprender fazendo, nas comunidades de aprendizagem, no coletivo e nas mãos na massa.

Algumas ações devem ser recorrentes e constantemente estimuladas: colaboração, criatividade, autoconhecimento, conexão, flexibilidade, autonomia, desenvolvimento sócio emocionais, consciência crítica.

Dentre as sugestões de Caio, a partir de sua exploração, indica a reorganização das salas, definição de pequenos rituais, aplicação prática do que se ensina. Ele nos alerta que não é do dia pra noite, é um trabalho de formiguinha. Em que as conversas acontecem através de perguntas. E todos estão envolvidos “a comunidade está envolvida na transformação da educação”

Também se pode esquecer de registrar, sistematizar, partilhar, mensurar e comunicar o projeto.

Na direção da pesquisa apresentada por Caio, motivou a buscar e encontrar experiências de educação inovadora em outros países. Não saí numa missão com a mochila das costas como ele, mas navegando pela rede, encontrei outras relatos compilados em vídeos, sites e artigos. Para também conhecer experiência inovadoras pelo mundo, acesse os sites:

Por vir (Brasil)

ED-Futuro.com (Portugal)

Innoveeduc.org (Brasil)

Web-série – Canal Futura (Brasil)

O que você consegue de encontrar em comum entre as experiências relatadas?

Me diga, participa de algum projeto de educação inovadora ou conhece algum que queira partilhar? Deixe nos comentários.

Autoria

Fernanda Campos

Professora independente. Licenciada em História (PUC MInas). Mestre e Doutora em Educação (UFMG). Especialista em Educação a distância (SENAC). Estudiosa da sociedade em rede, da educação a distância,  da aprendizagem online e das interações virtuais, da convergência na educação, das tecnologias digitais e formação de professores. Vive em Lisboa